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II Painel - Ambiente: património competitivo

O segundo painel tinha como tema “Ambiente: património competitivo”, onde o orador convidado foi o arq.º João Gomes da Silva.
Do seu trabalho retivemos a questão da competitividade das regiões, a qual, como sublinha, assenta na capacidade de diferenciação cultural, económica, espacial e de divulgação dos chamados estilos de vida, que constituem os seus traços de identidade.
Disse que quanto maior for a capacidade de integração e interacção entre a actividade turística e as restantes actividades económicas e culturais no espaço, maior será a probabilidade de um desenvolvimento integrado, sustentado a médio e longo prazo.
Num trabalho que denominou “Deslocação e experiências”, teve ocasião de falar do projecto que está a permitir mudar a zona histórica de Câmara de Lobos. Um projecto que revelou ter acabado de ser seleccionado para o Prémio Secil, um dos mais prestigiantes do País.

Inserido neste painel, António Trindade, como comentador falou da mais-valia do destino madeirense, que é a natureza, no binómio serra e mar. Neste sentido, referiu que a oferta turística tem uma ligação particular ao território, o que, como evidenciou, não acontece com as fábricas.
Não obstante chamou à atenção para o facto de haver uma orientalização da procura turística no contexto da bacia do Mediterrâneo onde inclui a Madeira no leque de destinos concorrentes. Por isso, diz que há que haver cuidados redobrados.
Noutro ponto referiu que a Madeira tem um problema de requalificação da oferta.
Por isso recordou um estudo dos anos 80 que apontava as consequências do destino atingir, então as 18 mil camas. Considera que as lições desse trabalho deveriam ter sido seguidas em planos seguintes como o POT – Plano de Ordenamento Turístico. Ou seja, acentua que quando fala do limite de camas quer referir ser necessário analisar os diferentes cenários da oferta e da procura.
António Trindade disse ainda que estão muito bem definidos quais os mercados do destino Madeira. A juntar a este factor aponta que há uma relação de fidelidade dos clientes que, como sublinhou, são o seu core business.
Outro comentador foi Raimundo Quintal. Apontou as vantagens dos nossos jardins e quintas e voltou a sensibilizar para a necessidade de haver cuidados antes de se empreenderem determinados projectos, assim na importação de plantas e árvores, que podem vir contaminadas.
Raimundo Quintal considera ainda que deve haver uma discriminação positiva para os empresários que preservem as quintas, um produto que diz dever ser visto na perspectiva da preservação ambiental.
Na oportunidade, criticou a estratégia de colocar um radar no Pico do Areeiro.

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