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Maioria impede reformas na AP Madeira

A maioria dos sócios presentes na sessão de quinta-feira, dia 29 de Maio, da Assembleia Geral da AP Madeira não concordou com a proposta de alteração dos estatutos da associação de promoção. Por isso mesmo, José Theotónio, vice-presidente da direcção da ACIF-CCIM, com o pelouro do Turismo, considera que constitui uma derrota para a associação.
Conforme teve oportunidade de referir, a ACIF-CCIM empenhou-se na explicação aos associados do que estava em cima da mesa, mas acabou por verificar que não foi suficiente para os 33 sócios que votaram contra e para os dois que se abstiveram. Apenas 22, que votaram favoravelmente, aceitaram.

Em causa estavam, basicamente, três pontos.

Um assentava na intenção de alterar os estatutos na questão de um sócio igual a um voto. No novo figurino, os sócios fundadores: ACIF-CCIM e Governo Regional, ficariam cada um com 20 por cento dos votos nas assembleias gerais. Segundo nos confidenciaram, tornaria mais fácil a gestão da AP Madeira.
Sobre esta matéria, Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes e, por inerência, presidente da direcção da associação, disse na reunião agendada para a semana passada, mas adiada por falta de quórum, que se pretendia com a alteração dos estatutos fazer a AP Madeira crescer e evoluir.
Em relação aos 20% dos votos que ficariam na mão do governo, sublinha que visavam garantir uma visão global e estratégica do destino, não deixando que fique dependente de pequenas opções que poderiam estar a pensar em interesses mais individualizados. «Há que salvaguardar o interesse público», rematou então.

Outro dos pontos que constava na agenda de trabalhos assentava na questão do Conselho Consultivo, que deixaria de ter qualquer peso vinculativo nas suas decisões. Além disso, a intenção era que passasse a ser reforçado com representantes da Assembleia de Municípios da região autónoma, dos Aeroportos da Madeira e dos Portos da Madeira.
Finalmente, o outro ponto era a questão de toda a promoção do destino passar a realizar-se pela AP Madeira, e não como até agora onde a Direcção Regional do Turismo tinha esta missão a seu cargo para o mercado nacional e para os mercados emergentes.
No fundo é um desejo antigo dos privados, já que entendem não fazer sentido haver duas entidades a promover um mesmo destino.
No entanto, ao que se entende, mais pelos pontos dos votos e do Conselho Consultivo, a maioria entendeu por bem rejeitar a proposta. E, como remata José Theotónio, uma oportunidade soberana para ter sob uma mesma entidade, toda a promoção do destino.

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