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Tap surpreende

A TAP surpreendeu o mercado com o novo posicionamento tarifário à luz da liberalização do espaço aéreo entre a Madeira e o continente. Numa altura em que as companhias passam a poder praticar preços desde o mais ínfimo dos cêntimos aos mais elevados euros, Luís Mor, vice-presidente da TAP revelou que, a partir do dia 24 de Abril, a transportadora passa a ter como tarifa mínima na linha Madeira-Lisboa ou Porto o preço de 71,3 euros no sentido Madeira continente e 78,3 no sentido inverso. Cerca de metade deste montante são referentes a taxas de aeroporto e de combustível. Deste montante há a retirar 30 euros em cada sentido para residentes na Região Autónoma e estudantes.
Feitas as contas, para Lisboa e Porto a passagem passa a ter um custo desde 41,33 euros e 48,30 euros no sentido inverso.
Esta diferença de sete euros entre trajectos deve-se ao diferencial das taxas aeroportuárias que, na Madeira, são mais elevadas.
No Fundo, era o que Luíz Gama Mór vinha dizendo há muito tempo que a TAP estava preparada para actuar num mercado aberto. No Funchal, acabou por confirmar, com números, o que afirmava com palavras anteriormente.
Sobre as taxas aeroportuárias, Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes admitiu que o processo está a ser trabalhado e que, futuramente, pode resultar não propriamente numa baixa, mas evitar que subam.
Não obstante, a governante, que esteve presente na cerimónia de formalização do contrato de prestação de serviços entre os CTT e a Direcção-Geral do Tesouro, que decorreu no Aeroporto da Madeira, mostrou-se sensível à proposta de Paulo Campos, secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, que abriu ontem a porta ao diálogo com o Governo Regional no sentido de caminhar para uma uniformização das taxas em todos os aeroportos nacionais.
Em relação à nova etapa na linha que o Governo central faz grandes parangonas e chama de Céu Aberto Madeira, Conceição Estudante disse publicamente que se trata de um momento histórico para a Região Autónoma.
Evidenciou que o transporte aéreo para o arquipélago começa por ser estrutural e, como tal, além do que representa para os madeirenses traduz-se numa importância vital para o turismo. Neste caso concreto, o mercado continental representa cerca de 1/3 dos turistas insulares.
Assim, em jeito de conclusão, manifestou esperança que estejamos perante uma nova era não só para a Madeira como igualmente para o Porto Santo.

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