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Piparade na Festa do Vinho Madeira



É o que podemos chamar de “pipaparade”. Na realidade, o desafio que o IVBAM lançou a 15 artistas plásticos da região autónoma para darem nova vida às pipas que, depois de dois anos a fermentar sumo de uva em vinho, vão renascer sob mãos criativas, enquadram-se no exemplo do "cowparade", que, de simples vacas fez nascera autênticas obras de arte.
Este mesmo propósito lançado pelo Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira, foi apresentado na manhã de ontem pelo seu presidente.
Paulo Rodrigues referiu que a temática é centralizada no Vinho Madeira, mas a matriz é lvre, pelo que aguarda com grande expectativa o resultado dos trabalhos dos 15 artistas, materializados em 12 pipas. Pipas que, numa primeira vida, foram utilizadas para produzir vinho de mesa nas Adegas de São Vicente, e que em Setembro estarão em exposição na Avenida Arriaga, durante a realização das Festas do Vinho Madeira.
O destino seguinte será o museu do vinho, pese embora Paulo Rodrigues sublinhe que poderão conhecer um trajecto itenerante no sentido se fomentar um dos princpíos que o levou a lançar este desafio: valorizar a importância cultural, secular, do vinho Madeira.
Além das pipas cedidas, o IVBAM disponibiliza 200 euros a cada pipa para matérias-primas.
E, a ideia é voltar a relançar a ideia no próximo ano com novos artistas.
Outro dos princípios que está na génese do lançamento desta iniciativa é, segundo o presidente do instituto, dignificar o trabalho dos tanoeiros e, consequentemente, desafiar o surgimento de novos profissionais.
Uma nota final para referir que no próximo ano, uma destas pipas irá estar presente numa escola no sentido de despertar a criatividade dos alunos em torno do vinho, assim como familiarizar-se com a cultura do Madeira.

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