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Low cost só lá para Outubro

Prestes a completar uma semana de entrada em vigor da liberalização do espaço aéreo da Madeira com o continente, não se vislumbra, para já, a entrada na rota, de qualquer companhia de aviação. Nem low cost, nem de linha.Pese embora, à luz da abertura dos céus da Região Autónoma, os operadores interessados estejam dispensados de autorizações do Instituto Nacional de Avião Civil, necessitam unicamente de pedir autorização ao aeroporto para onde pretendem voar, a verdade é que no Aeroporto da Madeira não há qualquer pedido de novas companhias a pretender ligar a região a Lisboa, Porto ou Faro.Por isso, continuam a voar para a Madeira as portuguesas TAP, SATA e PGA - Portugália (companhia adquirida pela TAP).

Quanto às tão faladas low cost nada há de concreto.Alguns sectores contactados admitem que não venham a surgir novidades concretas neste domínio antes do fim do Verão IATA, que se prolonga até final de Outubro. Tudo porque as companhias terão os seus aparelhos já contratados, além de que o lançamento de uma nova linha exige, no caso das low cost, uma presença antecipada na internet de uns dois meses para que as vendas estejam composta aquando do começo dos voos.

Em relação à easyJet, Beatriz Fernández, directora de marketing para Espanha e Portugal, considera que a liberalização da rota Madeira-Lisboa é altamente vantajosa para os passageiros. Em seu entender, irá permitir aos residentes e estudantes madeirenses uma oferta mais alargada de opções e a possibilidade de passarem a viajar até ao continente a preços bastante mais baixos em relação aos praticados.

Entende Beatriz Fernández que esta decisão vem corrigir, «em boa hora, insuficiências» do regime anterior imprimindo no mercado uma nova dinâmica concorrencial e promovendo tarifas mais baixas para os passageiros. Não obstante, não abre o livro e refere que a easyJet comunicará oportunamente caso venha a anunciar novas rotas.Beatriz Fernández considera a ilha da Madeira um destino extremamente atractivo e um mercado muito interessante com o qual acentua que a easyJet tem tido uma boa experiência ao longo destes últimos seis meses das rotas Madeira-Londres e Madeira-Bristol.

Ryanair hipótese
do Porto e de Faro

Embora nada haja em concreto, admite-se que a Ryanair poderá ser uma das low cost que poderão voar entre os aeroporto do continente e a Madeira.Não propriamente de Lisboa, mas possivelmente do Porto, onde a companhia irlandesa está com maior pujança. Em 2007 tinha 75% do número de passageiros low cost daquele aeroporto.Com várias rotas já feitas a partir do norte do país, um estudo da Faculdade de Economia do Porto aponta que a companhia venha a ter 21 rotas do Porto em 2010.Mais recentemente, David Gering, director de vendas e marketing da Ryanair afirmou que a companhia vai continuar a apostar no Aeroporto de Faro. Referiu que será anunciada uma base de operações novas e que o sul do país estará certamente na lista das novas rotas. Dali pode surgir uma oportunidade para a Madeira.

António Cruz: agência Abreu
Tarifas propostas exigem maior procura

As agências de viagens andam às voltas com o novo sistema tarifário proposto pelas companhias TAP e SATA, à luz da liberalização do espaço aéreo.
Não obstante, embora surjam algumas críticas, como a questão da isenção de pagamento de 5 euros nas compras directas no site da TAP (em relação aos 20 mil bilhetes de promoção que estão à venda até o próximo dia 24), que não acontece nas agências de viagens e nos balcões da própria companhia, existe quem veja a nova fase de outro prisma.
António Cruz, director da agência Abreu na Madeira, diz que estamos a assistir a uma fase mais exigente para os agentes de viagens na medida em que para encontrarem tarifas mais baratas têm de proceder a maiores pesquisas no sistema. E, além disso, têm de encontrar uma plataforma de entendimento com o cliente no sentido de corresponder aos seus desejos não só em matérias de dias como de horários.
Não obstante, António Cruz admite que existe uma maior dificuldade para os meses de Verão devido à maior procura que, por tradição, surge nesta altura do ano, mais procurada para férias.Contudo, acentua que têm conseguido vender viagens com tarifas promocionais, tanto da TAP como da SATA.

Para João Welsh, delegado da APAVT na Madeira, embora defenda a liberalização, considera que deveria ter sido uma liberalização com algumas regras, como a implementação de tectos máximos nas tarifas, no sentido de evitar situações que vão criar dificuldades aos madeirenses que pretendem viajar nos picos, como seja o Verão, já referido, e o Natal e o fim-do-ano.
Por outro lado, voltou a acentuar que o princípio da garantia de continuidade territorial não ficou assegurado com a liberalização, pelo facto do Governo da República não ter seguido as recomendações do grupo de trabalho, no sentido de serem assegurados tectos máximos paras as tarifas no novo quadro, desprotegendo, assim, os passageiros residentes e os estudantes.

Liberalização
no Conselho de Governo

Um dos pontos da agenda de trabalhos do Conselho de Governo Regional da Madeira do dia 30 de Abril foi a liberalização do espaço aéreo da Madeira.
O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, fez saber isso mesmo, sublinhando que tal se justifica devido às questões que têm surgido desde o do dia 24 do corrente mês, quando entrou em vigor a liberalização do espaço aéreo da região autónoma, colocando, nesta fase, um ponto final ao modelo anterior de obrigação de serviço público.
Uma das razões prendem-se com o aumento efectivo das tarifas praticadas pela TAP. Não que tenha procedido a grandes alterações tarifárias, em termos médios, em relação ao modelo anterior, mas porque o residente, por esse mesmo factor, com um menor subsídio do Estado à viagem, o madeirense acaba por pagar mais.
Por isso mesmo, Alberto João Jardim, já admitiu que, se é para ficar pior, poderá voltar-se ao modelo anterior.

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