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Hotel em Montevideu na agenda de Pestana

O Grupo Pestana, nº1 da hotelaria portuguesa, é um dos quatro candidatos à recuperação do Hotel Casino Carrasco, unidade emblemática da capital uruguaia, Montevideu. Este é um dos projectos em que o grupo liderado por Dionísio Pestana está a trabalhar na América Latina, região pela qual está a mostrar “grande apetência”, já que além de inaugurar na quarta-feira, dia 14 de Maio, o seu primeiro hotel na Venezuela, em Caracas , é referido o seu interesse em implantar-se em Cuba, no Chile, no Peru e no Panamá.
“Será o nosso Palácio Valle Flôr, versão Uruguai”, disse recentemente ao PressTUR o presidente do grupo, Dionísio Pestana, sobre o projecto que o grupo apresentou para se candidatar à recuperação do Hotel Casino Carrasco.
Dionísio Pestana avançou ainda que o projecto prevê uma unidade hoteleira com 135 quartos, o casino, um spa e salas conferências.
O grupo português confirmou que tem concorrência de mais três grupos, a norte-americana Hyatt, a francesa Accor e a grega Tsakos.
A informação oficial refere que a municipalidade de Montevideu recebeu também propostas da Dongara Investments Inc., da Endofix S.A. e da Bahía Verde S.A.
O concurso diz respeito à concessão do uso do edifício para a sua exploração como “hotel de alto nível, da melhor categoria possível permitida pela sua estrutura”, bem como “a concessão da gestão da sala de jogos do Casino Municipal que funciona no hotel”.
O concurso prevê que os candidatos incluam serviços conexos complementares do hotel, designadamente restaurantes, espaços de lazer, salas de festas, centro de convenções, equipamentos desportivos, spa, e salas de espectáculos.
Uma das regras do concurso é que o casino não poderá ocupar mais de 20% do empreendimento, indicando que esta limitação evidencia a vontade da municipalidade de que a prioridade seja dada à actividade hoteleira e que a proposta vencedora “contribua para a captação de certos sectores do turismo internacional” e reforce o posicionamento de Montevideu na região.
A informação oficial indica ainda que, neste sentido, a avaliação da proposta de recuperação arquitectónica vale 40 dos 100 pontos de classificação máxima, 30 dos quais relativos ao projecto de restauração, e que ainda que o aspecto “da integração com a envolvente” vale 5%.
“Isto demonstra a importância que a IMM [Intendência Municipal de Montevideu] quer dar ao resgate de um edifício que constitui parte do património cultural da cidade”, salienta a informação da comunicação, que reforça que na avaliação das propostas não se trata só de quem oferece mais contrapartidas financeiras pela concessão.

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