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Expectativa para a liberalização

A TAP e a SATA apresentaram no dia 24 de Abril de 2008 as suas campanhas promocionais para vigorar à luz do novo quadro de liberalização do espaço aéreo que entrou em vigor naquele dia.
No caso concreto da TAP, António Monteiro, responsável pela comunicação da companhia, adiantou na véspera que seriam lançadas no mercado 20 mil lugares a preços competitivos nas viagens entre a Madeira e Lisboa ou Porto. A venda decorre desde aquele dia até o final mês. Os bilhetes poderão ser utilizados até o final do ano.
Mais adianta o habitual porta-voz da transportadora nacional que haverá entre as demais novidades que apresentarão hoje de manhã no Aeroporto da Madeira, uma vantagem adicional para quem efectuar as reservas através do site (www.flytap.p), com a isenção de pagamento de taxas.
Perante o novo cenário, o mercado aguardava com alguma expectativa as novas tarifas das companhias. E, no fundo o passageiro residente na região autónoma porque, na realidade, a partir daquele dia entrva em vigor o Decreto-Lei n.º 66/2008. O tal que considera no seu preâmbulo que a liberalização do mercado do transporte aéreo para a Região Autónoma da Madeira pode trazer benefícios ao nível das tarifas a praticar, “tendo em conta a actuação das regras da concorrência num mercado aberto a todos os operadores”. Mas a verdade é que, até agora, desde que uma companhia cumprisse as obrigações previstas no serviço público poderia voar para a Madeira. Pelo que falar-se de monopólio é forçado.
Dito isto, pese embora seja um dado adquirido que as companhias irão lançar tarifas promocionais, é também aceite no mercado que as tarifas irão ser mais caras nas alturas de maior procura e mais baratas nos períodos de menor procura.
E agora com a diferença que o passageiro residente passa a pagar o bilhete na íntegra. Ou seja, peguemos no exemplo da TAP e numa tarifa média, em vigor até hoje, válida por um ano e sem restrições.
Enquanto um residente na Madeira paga 222,63 euros (onde 71,63€ são taxas de aeroporto e de combustível) um continental paga pelo mesmo trajecto 431,73€ (incluindo os tais 71,63€). Pois, se a companhia mantiver estes preços é este último valor que passamos a pagar. Na íntegra. Depois de completo o ciclo da viagem poderemos ir receber os 60 euros a que temos direito. Feitas as contas, ficamos a pagar mais 149€ em relação ao actual modelo.

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