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Mundovip Madeira quer Tunísia na moda


Vou recomendar este destino aos meus clientes. Estas palavras dos agentes de viagens madeirenses que acabam de fazer uma viagem de incentivo do Mundovip Madeira à Tunísia, resumem bem as palavras que Luciano Jardim confidenciou numa das pausas do programa.

por Paulo Camacho

Descontraído, depois de ter mostrado uma parte do circuito do deserto do Sahara, além de outros atractivos, o director-geral do operador madeirense sublinhou que escolheu a Tunísia para a grande viagem de incentivo que realiza anualmente por ser um destino exótico que se enquadra perfeitamente no mercado madeirense e por haver já alguma procura e propensão para crescimento.
Sublinha que em lugar de estarmos somente em estâncias balneares, o circuito do deserto complementa a oferta. Um mix que recomenda começar pela viagem pelo deserto do Sahara e as suas riquezas, numa primeira semana, e, depois, acabar em relaxe numa segunda semana nos destinos resort de Hammamet e de Port el Kantaoui.

Destino abrangente

E, como evidencia, não tem de de ser feito em grupos. Pode bem ser uma opção para duas pessoas. Aliás, tivemos a prova disso mesmo com um casal de continentais, aí na casa dos 70 anos, que coincidiu no nosso trajecto em alguns pontos por onde passámos. Viajavam numa carrinha da Loisir Club Travel, a agência parceira do operador na Tunísia, acompanhados pelo condutor e por um guia.
Não obstante, embora este caso demonstre que este destino pode ser feito por qualquer pessoa, Luciano Jardim diz que é mais adequado para idades entre os 30 e os 60 anos. Contudo, vimos muitos jovens italianos e espanhóis em Tozeur - a cidade do deserto perto da fronteira com a Argélia - aí na casa dos 16 anos, no que deveria ser uma viagem de finalistas.
Ou seja, pelo que tivemos oportunidade de conhecer na viagem que fizemos por todo o país, acompanhando o referido grupo de agentes de viagens, verificamos que é um destino abrangente. Pensamos que não será adequado a crianças e muito menos bebés. Há muito calor, por vezes tempestades de areia (estamos a falar do circuito do deserto) e grandes ligações entre os atractivos turísticos naturais. Claro que para as estâncias turísticas este problema não se coloca. É um formato igual a tantas outras.
Um ponto igualmente relevante tem a ver com as questões de saúde. Sem colocar em causa os serviços de saúde normais do país, o Mundovip oferece, aos seus clientes, um seguro de viagem que permite uma assistência em viagens em clínicas. Uma garantia importante num destino onde há que mudar de “chip” para encarar uma cultura e forma de viver diferente dos nossos padrões. Não está em causa que ser melhor ou pior, apenas é diferente.

Fora dos picos de férias

Quando fazer o circuito pelo Sahara? O director-geral do Mundovip Madeira defende que deve ser feito fora das alturas de pico nos meses de Julho, Agosto e Setembro. Sublinha que existem meses menos agressivos, que acabam por ter atractivos que não existem no Verão, como seja, por exemplo, em Novembro, altura das tâmaras, que existem no país do norte de África em grande quantidade.
Por outro lado, aconselha que os clientes que escolham a Tunísia para férias tenham preferência na escolha de unidades de cinco estrelas ou cinco estrelas luxo. Tendo sempre em linha de conta que se deve “descontar” 1/2 a 1 estrela às ostentadas nos programas. Uma opção fácil de seguir, sobretudo tendo em linha de conta que estamos a falar de pacotes Mundovip custam, em média, cerca de 600€.

Destino de moda

Acerca dos resultados das viagens de incentivo feitas pelo Mundovip Madeira Luciano Jardim diz que têm sido apostas ganhas. Acabam por criar destinos de moda, sublinha. O da Tunísia, para onde o operador já vende programas para turistas da Madeira, espera que venha a conhecer o mesmo efeito de outros como Cuba, República Dominicana e nordeste brasileiro, as viagens que faz todos os anos desde 2002. São destinos que diz não beliscarem o “core business” do Mundovip Madeira: as ilhas Canárias. Sobre esta matéria diz, claramente, que «Canárias é e será sempre o destino dos madeirenses». Curiosamente refere que uma das razões porque o destino se evidencia na região autónoma prende-se com o conhecimento por parte dos agentes de viagens, que têm mais propensão para vendê-lo. Daí a importância de revelar a Tunísia a quem o vende.
Não obstante, admite que alguns clientes virão à Tunísia e, depois, também a Canárias, porque defende serem mercados distintos. Como haverá outros que virão cá e não irão a mais nenhum outro porque aqui encontram estâncias parecidas com as zonas “in” das ilhas espanholas, embora ainda estejam num processo evolutivo.
Este país do Mediterrâneo não se resume a sol, praia e deserto. Carrega história que ultrapassa o ano 2000 a.C., altura em que os berberes se estabeleceram neste território que faz fronteira a sul com a Líbia e a oeste com a Argélia. A cidade de Cartago, no norte do país é bem o exemplo disso.

País tranquilo

Além disso, embora seja um país africano-árabe, onde há sempre o estigma da segurança, a verdade é que estamos num país seguro, mesmo nas zonas mais longínquas e inóspitas. Chegamos a ver controlos rodoviários (que existem muitos, talvez até em exagero, nas zonas mais urbanas) no meio de nada. Onde só havia estrada asfaltada e deserto ou semi-deserto a ladeá-la.
Por outro lado, pelo que lemos e tivemos oportunidade de ver, não se vislumbram sinais de fundamentalismo. Neste estado laico, as pessoas (98% são muçulmanas) são tolerantes com as outras religiões. As minorias cristãs têm igrejas e catedrais, como a que tivemos oportunidade de visitar na capital Tunes. Há também espaço para outras como o judaísmo. Por isso mesmo não causa espanto que sejam tolerantes com os turistas.

Há ainda a oferta gastronómica que é boa.

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