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Turistas europeus dos cruzeiros ultrapassam previsões


O número de passageiros de cruzeiros europeus deverá chegar a 4,1 milhões em 2010, e 5,1 milhões em 2015, um crescimento que ultrapassa as previsões do sector, refere um relatório do Conselho Europeu de Cruzeiros (European Cruise Council – ECC), apresentado esta semana em Bruxelas.
“Não existe dúvida que o renascimento da construção de navios europeia ajudou a posicionar a Europa como o novo centro de gravidade da indústria de cruzeiros”, afirmou o presidente da ECC e CEO da Carnival Reino Unido, David Dingle, citado em comunicado.
Segundo o relatório divulgado esta manhã, no segundo “European Cruise Contribution”, o ECC refere que entre 2005 e 2010 prevê que o crescimento do número de passageiros seja de 20,6%, para 4,1 milhões, enquanto o crescimento entre 2010 e 2015 será de 24,4% para mais 5,1 milhões de turistas.
Pela primeira vez, o conselho diz poder comparar tendências anuais da actividade cruzeirista na Europa.
Entre 1995 e 2005 a procura por cruzeiros mais do que duplicou , passando de 5,7 milhões para 14,4 milhões de passageiros, enquanto o número de europeus a fazerem cruzeiros no mundo, mais do que triplicou, passando de um milhão em 1995 para 3,4 milhões em 2006, refere um comunicado do conselho.
Em 2006, a indústria de cruzeiros gerou 225.586 empregos na Europa, mais 20% que os 180 mil em 2005, contando a região com 44 companhias de cruzeiros e uma frota de 118 embarcações, com capacidade para 51.300 camas.
Outros 47 navios, com capacidade para 51.300 camas foram posicionados na região, por companhias não europeias.
Em 1995, os cruzeiristas europeus representavam 23% do total de passageiros no mundo, quando 10 anos antes, em 1995, representavam 19%.
No total, a actividade de cruzeiros gerou mais de 250 mil empregos, acima de 10 mil milhões de euros em gastos directos e 15 milhões de visitantes a portos europeus, refere o conselho.
Em 2006 a indústria de cruzeiros investiu na Europa cerca de 4,1 mil milhões de euros na construção de navios e na sua manutenção, cerca de mais de mil milhões de dólares que em 2005.
No final de 2006, os estaleiros europeus tinham contratos para a construção de 36 embarcações, num valor total de 14,9 mil milhões de euros, até 2011.

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