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António Trindade desafia agentes de viagens

Numa longa entrevista à Revista APAVT, da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, o presidente do Grupo Porto Bay reconhece que os operadores turísticos e agentes de viagens continuam a ser importantes para o grupo. António Trindade refere mesmo que o principal atributo do Grupo Porto Bay foi ter-se inserido bem nas redes de distribuição. «É o ponto fundamental», sublinha, a propósito.

por Paulo Camacho

Adianta que a operação turística é responsável por 90% do tráfego gerado nos quatro estrelas do grupo.
Não obstante, diz que há passos a seguir. Refere que, tanto a hotelaria como o agente de viagens retalhista quer ainda o pequeno e médio operador, há que proceder à integração nas novas redes de distribuição. «Integrar e criar novas redes de distribuição para que possam chegar com produtos minimamente acabados junto do cliente final. Porque a abordagem do cliente final é essa».
Concretamente no que às agências de viagens diz respeito, António Trindade acentua que um dos seus grandes erros é pensar que estar na internet é ter uma página e esperar que surjam as reservas, os clientes. «Não», acentua que a internet deve ser vista como uma ferramenta de informação e de distribuição.
Aponta o exemplo da Tui, que tem um portal abrangente, e, neste quadro, admite que existem as mesmas oportunidades tanto para dentro como para fora do País.
Neste sentido questiona acerca da razão que leva o agente de viagens a ficar adstrito ao seu próprio mercado. «Porque é que os agentes de viagens portugueses não têm agora a vontade de se colocar no mercado global?», diz, em jeito de remate.

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