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TAP: História contada através de fardas

A Tap, a par da modernização dos seus aviões, tem mudado o design das fardas dos seus colaboradores. Ao longo dos anos, sobressai a predominância do estilo francês. Das mãos de portugueses, só uma única vez e, agora, pela mão dos estilistas conceituados Manuel Alves e José Manuel Gonçalves, que vêm reforçar a portugalidade da transportadora.


A apresentação dos novos uniformes da Tap Portugal decorreu há pouco tempo. Da autoria dos estilistas portugueses Manuel Alves e José Manuel Gonçalves, passam a ser usados pelos colaboradores da companhia no segundo semestre de 2007. Uma substituição a ser feita de forma gradual.
Para trás fica uma longa história de outros uniformes, que vestiram os quadros da transportadora à luz da moda do seu tempo.
As imagens que ilustram esta página, gentilmente cedidas pela Tap, dão uma ideia do percurso da forma como a companhia tem apresentado os seus quadros junto dos passageiros ao longo dos anos.
Assim, de início, entre 1945 e 1964, o visual sobressaia pelo design militar. Eram desenhados pelos próprios tripulantes.

A primeira farda
A autoria da primeira farda é atribuída a miss Summers, assistente de bordo da British Overseas Airways, encarregada de formar as primeiras tripulações portuguesas.
Durante este período (1946-1953) surge um modelo tropical, especialmente concebido para combater o calor da linha de África.
Em 1964, e até 1969, Sérgio Sampaio surge como o primeiro e único estilista português — até à presente mudança — a idealizar as fardas. Começam a incrementar-se novos voos.
Escolhe um azul mais vivo e introduz um original toque nacionalista, visível no chapéu redondo, de onde sobressaem dois pompons de lado, inspirado no chapéu típico da Nazaré.

A mão francesa
Em 1969, e até 2006 (embora tenham sido criados novas fardas no tempo), os uniformes saem do estilista francês Louis Féraud, que vence o concurso realizado então, para o efeito.
Até 1980, com a proliferação de mais voos intercontinentais, há a evidência de uma explosão de cor no tempo da mini-saia. Surgem vestidos muito curtos e coloridos, sendo o vermelho, o amarelo e o azul-marinho, as cores escolhidas. Um casaco curto completa a farda.
Depois, até 1988, na sequência da TAP - Transportes Aéreos Portugueses passar a designar-se TAP Air Portugal em 1979, surge uma nova farda fruto da nova imagem implementada na companhia.
O estilista farncês opta por criar modelos práticos, que facilitem os movimentos às assistentes. E, ao mesmo tempo, sejam discretos e femininos.
Mantém a predominância das cor azul-marinho, embora o verde e vermelho da bandeira nacional estejam presentes nas blusas e adereços.
Finalmente, a última farda, ainda em utilização.
Desta feita, Louis Féraud opta por manter as cores da bandeira nas bandas verdes do blazer e na utilização do vermelho vivo.
A companhia sublinha que a profusão de adereços pretende atenuar, de uma maneira elegante, a sobriedade do azul-marinho, que se mantém a cor dominante.
Uma referência para referir que o costureiro francês vestiu estrelas de cinema como Brigitte Bardot e Elizabeth Taylor.

Com design dos estilistas nacionaisPortugalidade reforçada

Há 37 anos que os uniformes da Tap não eram assinados por criadores nacionais. Aliás, ao longo da sua história, só uma única vez teve um português a idealizar as fardas dos colaboradores da companhia: Sérgio Sampaio. Até lá existe uma adaptação feita pelo comandante Silva Soares, com as fardas cinzentas dos primeiros tempos.
A 18 de Outubro, a transportadora apresenta as novas fardas que vão ser utilizadas pelos seus quadros (pessoal de bordo, pessoal Tap nos aeroportos, das lojas de vendas e serviços externos). Já a partir do segundo semestre de 2007.
Têm design dos estilistas portugueses de prestígio internacional Manuel Alves e José Manuel Gonçalves.
Constituindo os trabalhadores uniformizados da Tap um grupo heterogéneo, abrangendo quatro categorias profissionais distintas: Pessoal Navegante (Técnico e Comercial e o de Terra (lojas, aeroportos e serviços externos), a dupla de designers caracterizou a nova farda como “muito fashion” em termos visuais e flexível. Salientam, a propósito, que o conceito desenvolvido (devia) despertar a criatividade. Isto é, não dar a ideia de uniformização, mas de vestuário de trabalho flexível, que permita a cada pessoa ter visuais próprios, mas não desligados do conceito original.
Em termos práticos, os novos uniformes surgem na sequência de todo o trabalho desenvolvido, nos anos mais recentes, para transformar a Tap numa empresa mais forte, moderna e competitiva, e traduzem o espírito de mudança, renovação e rejuvenescimento da nova Tap.
A renovação dos uniformes da empresa começou com um concurso de criatividade, para o qual a Tap convidou os designers portugueses presentes nas últimas edições da Moda Lisboa e do Portugal Fashion a participar. 29 criadores manifestaram o seu interesse.
Fernando Pinto, Administrador-Delegado da Empresa, salienta que, com a introdução destes uniformes, a Tap reforça a sua afirmação de “portugalidade”. Um conceito que diz que a empresa tem desenvolvido de variadas formas e que lhe permite levar e mostrar hoje ao mundo inteiro o que de melhor Portugal sabe fazer, desde a nova imagem da Tap, da autoria de uma empresa nacional, à tradicional hospitalidade portuguesa, passando, entre outros aspectos, pela nossa gastronomia e vinhos.
A Tap é a companhia aérea portuguesa líder de mercado, membro da Star Alliance desde 14 de Março de 2005, data em que celebrou o seu 60.º aniversário.
O seu “hub” (plataforma central onde a companhia baseia a operação) em Lisboa é uma plataforma privilegiada de acesso à Europa, na encruzilhada com os continentes Africano, Norte e Sul-Americano, região em que a empresa se destaca como a companhia aérea europeia líder de operação no Brasil.
A rede da Tap cobre actualmente 46 destinos em 27 países a nível mundial, aos quais acresce ainda um vasto conjunto de outros destinos servidos em code-share com companhias suas parceiras.
Oferece em média 1.400 voos semanais e opera uma moderna frota de 47 aviões Airbus.

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