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Tap ganha dimensão com compra da PGA

Fernando Pinto, reconhece que a compra da Portugália vai permitir à sua companhia poder competir mais equilibradamente
As duas maiores companhias de aviação nacionais vão passar a estar juntas. Ainda que, em princípio, cada uma mantenha a sua identidade e gestão, a verdade é que a Tap vai ganhar maior dimensão com a aquisição acordada esta semana para os activos da PGA - Portugália Airlines. O presidente executivo da principal transportadora nacional já fez saber que o novo passo vai permitir competir mais equilibradamente.

Aí está o acordo. Depois de avanços e recuos, a Tap formalizou esta semana um contrato com a Espírito Santo International para a aquisição de 99,81 por cento do capital da PGA – Portugália Airlines. O valor da transação será de 140 milhões de euros, que traduz a compra livre de qualquer passivo.
Não obstante, a concretização da transacção encontra-se dependente de autorização a ser concedida pela Autoridade da Concorrência.
Acrescente-se que o referido contrato prevê a aquisição pela Tap dos seis por cento que a Portugália Airlines detém no capital da empresa de handling Groundforce. Pelo valor de quatro milhões de euros.
Segundo deram a conhecer as partes, a Portugália deverá continuar a manter a sua identidade própria, a sua autonomia de gestão e também a normalidade das operações já programadas, mesmo após a decisão da Alta Autoridade. Para efeito de obtenção de sinergias serão introduzidas modificações futuras na articulação entre os horários dos respectivos voos, em particular no eixo Lisboa-Porto. Não se sabe, para já, o que sucederá com a linha da Madeira, para onde voam as duas companhias.
Não obstante, Fernando Pinto, administrador-delegado da Tap, classificou a aquisição como um passo estratégico para o desenvolvimento da Tap, permitindo uma melhor satisfação das necessidades dos passageiros e a dinamização dos principais centros de operações, a partir de Lisboa e, sobretudo, a partir do Porto».
Elogiando o desempenho recente da Portugália Airlines e a forma como tem vindo a ultrapassar as dificuldades, Fernando Pinto disse ser, com admiração que constata o facto da PGA ter sido reconhecida internacionalmente, nos últimos cinco anos, como a melhor companhia aérea regional da Europa.
Em jeito de conclusão, admitiu que a aquisição vai proporcionar à Tap ter uma nova dimensão, necessária para poder competir mais equilibradamente com outras companhias estrangeiras.
Pela parte da Portugália, António Luís Roquette Ricciardi, Presidente do GES, manifestou a sua satisfação com o acordo alcançado, que, conforme sublinhou, vem ao encontro do processo de reestruturação da área não financeira do GES. Aproveitou a oportunidade para realçar o esforço feito pela equipa da transportadora na defesa da qualidade dos serviços da companhia.

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