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Madeira lidera negócios do Grupo Pestana

Um dos hotéis Pestana na Madeira, em concreto o Pestana Casino Park
(foto: Paulo Camacho)
A Madeira continua a liderar o volume de negócios do Grupo Pestana SGPS, embora o peso dos negócios que já tem fora da região autónoma. No global, as verbas geradas na ilha representam cerca de 33 por cento do total em todos os quadrantes onde está presente.

Em 2005, a ilha proporcionou 66,5 milhões de euros, que se traduziram em -4,45% em relação ao ano anterior.
A Madeira é a área geográfica da Grupo Pestana SGPS, que apresentou o maior volume de negócios em 2005 : 66,5 milhões de euros.
Depois, surge a Grande Lisboa e Porto, que inclui o universo das Pousadas de Portugal. Apresentou no ano anterior um volume de negócios de 49,2 milhões de euros.
Enquanto a primeira registou uma variação negativa de 4,45% por cento, a segunda, apresentou um ganho de 1,49.
Segundo o grupo, esta diminuição deve-se ao encerramento parcial de unidades hoteleiras, que, tal como na região autónoma, também aconteceu no Algarve, com 47,4 milhões de euros, que desceu igualmente: 4,05%.

Internacional
A área Internacional do grupo registou 13,6 milhões de euros (+1,49%). Uma nota para sublinhar que, apesar do crescimento, este valor não representa toda a presença do Grupo Pestana fora de Portugal, dado que a operação do Brasil, a operação internacional com maior valor, está fora do perímetro de consolidação da Grupo Pestana SGPS. Se estivesse incluído, por exemplo, em 2005 seria superior em mais 28,5 milhões de euros.
No global, o volume de negócios do grupo em 2005 foi de 176,7 milhões de euros, que se traduziu em -2,59%. Se adicionarmos o valor de aproximadamente 28,5 milhões de euros do Brasil, termos perto de 205,2 milhões de euros.

Madeira na frente individualmente
Se analisarmos bem, apesar da Madeira estar na frente individualmente, no global representa cerca de 1/3 do volume de negócios do grupo.
Além das justificações das unidades parcialmente encerradas, o grupo aponta duas outras razões: o decréscimo no sector do Direito Real de Habitação Periódica e Imobiliária turística.
Dos resultados, sobressaem os da Grande Lisboa e Porto. Conseguiu sustentar a sua rentabilidade de 2004 neste exercício, quando se sabe que, no ano anterior, foi a área mais beneficiada com o Euro 2004.

Grupo Pestana reestruturado em 2002

A Grupo Pestana SGPS foi criada em Dezembro de 2002 no âmbito do processo de reestruturação estabelecido para o conjunto das empresas detidas pela família Pestana. Este processo, que entrou no final de 2005 numa segunda fase pela aquisição de algumas participações financeiras, está, em grande parte, executado.
Em termos concretos, este passo permitiu racionalizar e organizar o grupo, atendendo às diferentes áreas geográficas de actuação, às diversas naturezas dos negócios desenvolvidos e às respectivas perspectivas de evolução das diferentes actividades prosseguidas.
Por outro lado, viabilizou a concentração, em regime de exclusividade, em cada sociedade do grupo, constituída ou a constituir, actividades que possam conformar uma exploração autónoma, dividindo e segmentando, desta forma, as diversas actividades actualmente desenvolvidas.
Mais ainda, permitiu simplificar a estrutura societária do grupo e aportar critérios adicionais de eficiênia económica, financeira e comercial à estrutura empresarial e um aperfeiçoamento da qualidade dos bens e sos serviços prestados.
Além destes factores, a reestruturação do grupo permitiu flexibilizar a sua estrutura societária, tendo presente não só as perspectivas de desenvolvimento dos negócios actualmente existentes, como também os investimentos estratégicos já delineados, e ainda definir uma política de financiamento global do Grupo Pestana, assim como definir uma política de parecerias com investidores estratégicos e com investidores financeiros.
Por razões que se prendem com a pequena ou inexistente actividade operacional da sociedade, houve empresas participadas, concretamente a Albar e a Cota 40, que, embora detidas numa participação superior a 50%, não foram incluídas pelo método integral nesta consolidação. Esta situação decorre de serem sociedades que detêm imóveis que esperam a aprovação de projectos.

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