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CEO da Tui diz que a Madeira precisa de entretenimento

Michael Frenzel  diz que objectivo da Tui para a Madeira é que tenha um perfil de clientes mais jovem
(foto: ITB)
A Madeira deve fortalecer a oferta de mais entretenimento. Quem o diz é o CEO do maior operador turístico europeu, Tui. Michael Frenzel defende que a região autónoma tenha um perfil de clientes mais jovens.

O CEO do maior operador europeu disse, em entrevista ao Presstur, que o objectivo da Tui para a Madeira é que tenha um perfil de clientes mais jovem. Nesse sentido, defende que o destino deve fortalecer a oferta de entretenimento.
A juntar a este factor, e já a referir-se ao contexto global do país, Michael Frenzel, que esteve em Lisboa num encontro da Tui, com mais de 200 hoteleiros nacionais, acentua que também há necessidade de melhorar os níveis de serviço.
Neste sentido, focalizou que os pontos principais são “value for money” (o que o turista obtém em relação ao que pagou), qualidade de serviço e entretenimento.

Um dos destinos mais importantes
Sobre as prespectivas de crescimento do destino nacional, o CEO reconheceu que Portugal tem um grande potencial. «É um dos destinos muito importantes para os nossos mercados emissores». Nesse âmbito admitiu que em todos os maiores mercados do grupo, como o Reino Unido, a Alemanha ou a Europa Ocidental, «vamos ter mais crescimento».
Não fala de números, porque, como diz, depende do desenvolvimento do mercado global. Não obstante, admite que será, pelo menos, em linha com a evolução do mercado.
Contudo, deixa claro que o objectivo é ter um crescimento maior em Portugal, para o qual conta com o seu potencial no sentido de dar um impulso maior.

E o que deve Portugal fazer para alcançar este crescimento maior, questionou o Presstur? Michael Frenzel respondeu que difere de mercado para mercado, porque as percepções e as expectativas são diferentes no Reino Unido, na Alemanha, ou nos mercados francês e belga, na Europa Ocidental.
Diz que, se analisarmos o que o cliente pensa do destino, «Portugal tem uma imagem de topo quanto à oferta cultural, ambiente e segurança». «Está no topo do topo, o que é muito, muito importante», acentua.
Contudo, refere que também há espaço para melhorar.
Diz que, se compararmos os preços, Portugal «é, realmente, um destino de preço alto». «Certamente porque tem boa qualidade», complementa.
Não obstante, Michael Frenzel recorda que na competição internacional, também é importante ter um determinado perfil. Ou seja, que o cliente tenha a percepção de que o valor que obtém pelo seu dinheiro é ajustado.
Nesse domínio, deixa claro que é necessário trabalhar neste aspecto.
Além disso, defende que há margem para melhorar a nível do entretenimento, especialmente para os clientes mais jovens.

Parcerias com Portugal
Em matéria de projectos para Portugal, o CEO da Tui diz que assentam, em conjunto com as autoridades e os parceiros de negócio, no desenvolvimento de projectos e acções para promover o destino. A intenção, sublinhou Michael Frenzel, é no sentido de “afinar” o perfil e também para desenvolver conjuntamente conceitos de alguns produtos que precisam ter em Portugal.
Sobre esta matéria, deu o exemplo de mais produtos para as famílias ou produtos hoteleiros que se adaptem a expectativas diferentes por parte dos clientes.
No global, acentua que a Tui quer, em conjunto com os seus parceiros, com os hoteleiros, «com quem mantemos uma relação de há longa data e frutuosa», mais crescimento em Portugal. E, ao mesmo tempo, aponta o desenvolvimento de iniciativas, como aquela que trouxe há poucos mesese, agentes de viagens alemães, do universo do grupo Tui. Uma iniciativa que surgiu no âmbito de uma campanha promocional.

Club Robinson
No que toca a projectos concretos, recordou que a Tui está a começar a construir um dos seus produtos mais prestigiados: um Robinson Club, próximo de Faro. Um produto com uma filosofia similar a um Club Med, um resort onde a actividade, aliado ao lazer, é a palavra de ordem.
Michael Frenzel diz que se trata de um produto muito importante que combina golfe com um resort de grande qualidade.
Além deste investimento, referiu ser muito importante para o grupo ter uma oferta aérea muito densa para Portugal. E, sobre isso, acentuou que se juntarmos todos os voos semanais do grupo, dos diferentes mercados emissores para Portugal, «temos uma oferta forte». A juntar a este factor, adianta que a Tui planeia aumentar as ligações de um ou outro mercado, para facilitar o acesso directo por parte dos clientes, o que «é um importante factor de desenvolvimento do negócio».
E, tal como está a desenvolver para outros destinos, a Tui está apostar nas novas ferramentas como a Internet, onde, através dos sites próprios, pode permitir reservas hoteleiras, incluindo, logicamente os nacionais. Mais ainda, aponta que além das reservas nas unidades hoteleiras, os sites permitem que o cliente possam fazer, eles próprios, o planeamento das suas viagens, com o “dinamic packaging”, na qual aponta que a Tui tem uma vasta e rica oferta para Portugal.

António Trindade e a apresentação de Michael Frenzel:
"É importante percebermos as hipóteses 
que temos para sermos dos melhores"

António Trindade, presidente do Grupo Porto Bay considera sempre muito importante que a oferta turística seja confrontada sempre com esta análise dos pontos fortes e pontos fracos e, sobretudo das novas oportunidades. Referindo-se à reunião de Lisboa da Tui, o hoteleiro, em declarações ao Presstur.com, acentuou ser fundamental que percebamos que temos todas as hipóteses para nos afirmarmos qualitativamente no que há de melhor na Europa. Sobre esta matéria, recorda que o que se tem passado na bacia oriental do Mediterrâneo é suficientemente elucidativo para que destinos como o nosso apresentem agora grandes alternativas.
Sobre os pontos menos fortes mostrados pela Tui, António Trindade considerou que passam fundamentalmente pela requalificação da nossa oferta e que, além disso, devem ser analisados cuidadosamente.
Em jeito de conlusão acentua que está nas nossas mãos dar o salto qualitativo. «Não podemos perder esta oportunidade».
Não bstante, o hoteleiro sublinhou que apesar de terem sido apontados alguns pontos fracos, mais uma vez este ano, grande parte dos grupos hoteleiros voltou a ganhar os melhores prémios deste operador, votados pelos clientes.

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